Prevenção da osteoporose

Nos Estados Unidos da América, há 37 anos, foi descoberto que a fratura osteoporótica não possui relação como nível de Cálcio. Razão para, de imediato, a ciência, no mesmo ano, ter comutado o paradigma da osteoporose. De 1940 a 1984, por mais de meio século, todas as informações médicas relacionavam a osteoporose ao teor de cálcio baixo. Informação que já faz parte da história da medicina. De outra parte, a medicina multidisciplinar, real, digna e compromissada com a saúde, ensina que devemos sempre colocar os novos conhecimentos em prática, para o benefício da cidadania. Essa é, na verdade, a razão da ciência médica ser denominada de a ciência das verdades transitórias. Se na atualidade a ciência dispõe de amplas e minuciosas informações, agora em nível intracelular e utiliza a Inteligência Artificial que detecta desde a criança com 6 anos às mais susceptíveis, os novos conhecimentos devem ser colocados em prática, em benefício da cidadania.


Até 1991, a ciência apenas oferecia exames que avaliavam a “densidade óssea”, que avalia a parte externa óssea, da mesma forma que uma foto sobre a estática dos ossos não avalia a dinâmica interna óssea. Antes daquele ano, por não dispor de conhecimentos minuciosos, que foram comprovados pelo Projeto Genoma (1991-2003), apenas eram realizados exames que emitiam radiação e na maioria com a doença instalada. As novas pesquisas, em nível intracelular, desvendaram que o tecido ósseo possui duas matrizes (proteica e inorgânica), três componentes ósseo (endostal, trabecular e cortical) e três propriedades mecânicas (elasticidade, homogeneidade e densidade óssea), abrindo um novo campo por permitir aos pacientes do grupo de risco rastrear a dinâmica óssea, que detecta o efetivo risco, com decênios precedendo a doença instalada. A partir desse momento a ciência estimulou o desenvolvimento de tecnologias inovadoras que avaliam o tecido ósseo, por completo. No Brasil, a partir de 1996, em Ribeirão Preto, a Climatérium® Ltda passou a oferecer também para os Planos de Saúde e se tornou a pioneira, nas três Américas, no rastreamento completo do tecido ósseo. Após dezenas de Pesquisas Stricto Senso, defendidas em várias academias brasileiras, com publicações no USA, Espanha e Itália, em congressos mundiais de endocrinologia e de nutrologia, recebeu o referendo que a fratura depende diretamente do estado da qualidade óssea e não guarda relação com a densidade óssea.


Desde 1996 sabemos que a fratura osteoporótica ocorre em pacientes que possuem densidade óssea normal, elevada ou baixa. Evidentemente, foi comprovado que a fratura não tem relação com o nível da densidade óssea. Porém, em todos os casos de fratura osteoporótica a qualidade óssea se encontra inadequada. Por essa razão, as pacientes precisam realizar o rastreamento e a prevenção com maior brevidade possível. Isso pode ser feito desde a infância, a partir dos 6 anos, porque a Inteligência Artificial disponibiliza as curvas regressivas brasileiras, única no mundo e que ainda subdivide o seu estado em quatro níveis. As informações sobre esse temível assunto são relevantes porque o Brasil atingiu mais de 10,5 milhões de portadores de osteoporose (IBGE, 2016) e que no mesmo ano, por não ter realizado o rastreamento preventivo eficaz, acometeu 43% dos idosos.


Esse blog abordará, nos próximos assuntos, os conhecimentos preventivos, que todos devem incluir em suas rotinas diárias e que interferem potenciando a osteoporose, todos relacionados com o tripé de sustentação: mente, corpo e meio ambiente. Entenda sobre a inovadora e revolucionária tecnologia, porque os desdobramentos das fraturas limitam as ações de todos os membros das famílias, a despeito das cirurgias serem realizadas com técnicas precisas. Aprenda um pouco mais lendo o livro: Osteoporose uma Ex-Enfermidade Silenciosa, Iannetta et al., 2006, Edit.Tecmedd. Ribeirão Preto - SP.

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