Paciente no climatério com visão multidisciplinar

Uma paciente, em três oportunidades, procurou profissionais para tratar da Síndrome de Climatério que persistia descompensada. Não obtendo remissão das queixas e tendo usado três tratamentos distintos (via oral, gel e via vaginal) procurou a Climatérium®Ltda para tentar eliminar esses incômodos. O caso revela que tratar o período do climatério não significa apenas repor os hormônios.


A mulher é um ser único e complexo. É necessário identificar os antecedentes pessoais e familiares, as cirurgias realizadas, as doenças tratadas, o trajeto que o produto prescrito irá percorrer, a melhor via de uso, como será metabolizado pelos órgãos femininos e as interações entre todos os órgãos, sistemas e os hormônios. Por fim, então, determinar a dose personalizada.


O caso prático revela que é preciso receber uma atenção minuciosa; não basta no atendimento médico, ir em busca de um produto hormonal miraculoso.


Se faz necessário aplicar a visão, que remonta ao pai da medicina, Hipócrates (360 a.C.), que ensina a visão multidisciplinar, avaliando o paciente como um todo e não apenas pelos órgãos femininos (vagina e mamas).


A minuciosa investigação esclarece a relação entre a Síndrome de Hashimoto e as persistentes queixas da Síndrome do Climatério. Ainda, revela que há necessidade de entender as interações entre o funcionamento de diferentes órgãos, sistemas e seus diferentes hormônios. Razão da rotina basal necessitar de ampla investigação laboratorial.


A importância de realizar um estudo hormonal completo na fase do climatério é facilmente compreendida pela complexidade do próprio caso. Em 1985, ao estudar a função da tireoide, em 1.093 pacientes, no período do climatério, foi constatado que 20% apresentavam esse tipo de disfunção.


Como muitos profissionais são impedidos de solicitar a investigação hormonal minuciosa e completa, torna-se impossível diagnosticar e concluir a causa real e o preciso tratamento.


A Síndrome Hashimoto ocorre quando o paciente produz anticorpos contra as suas próprias células, podendo desenvolver desde os casos leves à sérios e elevados.

Este exemplo revela, de forma clara, que tratar o período do climatério não significa somente repor hormônios. É preciso possuir visão ampla e multidisciplinar. É importantíssimo entender porquê ocorrem as interações entre todas as glândulas e o período para prevenção das doenças crônicas não transmissíveis (DCNT).


Em 2016, no Brasil, em pessoas acima de 60 anos, as DCNT foram responsáveis por 72% das mortes.


É impossível tratar pacientes no período do climatério, usando o método de resolução de problemas do “tipo tentativas”, para conseguir uma verdadeira solução.



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