As alterações hormonais, ao longo do climatério, interferem no estado de ânimo da mulher?

Às vezes as pacientes confundem os sentimentos normais de tristeza e melancolia, com os sintomas da depressão, que de forma marcante, afetam o conteúdo do pensamento, os sentimentos e nos estados mais graves, o comportamento. Em pesquisa realizada com 1093 pacientes, no período do climatério (39-65 anos), cujas datas da menopausa tinham ocorrido há mais de dois anos, constatei que 60% referiam-se depressão. É de conhecimento científico, há mais de três décadas, que o estrogênio produzido no ovário é transformado no cérebro, em catecol-estrogenio e que este, tem importante papel como neurotransmissor e modulador das emoções. Essa é uma das razões pelas quais sempre fui favorável à reposição hormonal de forma precoce e personalizada, após rigoroso rastreamento de todos os órgãos e controles plasmáticos minuciosos. Apesar dos ensinamentos científicos básicos, muitas utilizam hormônios sem critérios e sem orientação médica especializada.

A despeito do importante papel dos estrogênios para o funcionamento do cérebro feminino, diante de persistentes sentimentos de inadequação, pessimismo excessivo, desamparo, perda da autoconfiança, comportamentos de afastamentos do convívio e passatempos; essa paciente deve receber sempre que possível, acolhimento psicológico ou psiquiatra, cujo auxílio nesse momento, tão confuso que vivemos, é de fundamental importância. Apesar de estarmos todos passando, em nosso país e no mundo, por fases de tanta contestação, confrontos sociais etc. Precisamos entender como o nosso cérebro necessita de cuidados especiais. Para atuarmos sobre a verdadeira causa, nada melhor do que dosar os níveis dos hormônios plasmáticos e rapidamente procurar o acolhimento do profissional hábil.

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